O bem que a promessa promete
Comecemos concedendo a objeção: nem tudo o que acontece é bom, e fingir o contrário seria crueldade com quem está de luto. A tese desta página é que o versículo nunca pediu esse fingimento — ele afirma outra coisa, mais forte e mais estranha.
O que a frase afirma de fato
Que Deus coordena ativamente os acontecimentos da vida do crente, de modo que o resultado combinado deles seja bom. Matthew Henry apresenta o versículo 28 como um privilégio, e não como uma descrição: ele não diz que os acontecimentos são bons, nem que vão parecer bons, mas que Deus os conduz com um fim em vista. O verbo é dele, o desfecho é dele, e a promessa fala da soma, não de nenhuma parcela isolada.
Inclui mesmo as piores coisas?
A leitura de Henry inclui tanto as providências aflitivas quanto as misericordiosas,
e ele é franco quanto ao motivo pelo qual não conseguimos julgá-las na hora. O nosso
senso do que seria bom para nós é pouco confiável: Somos como crianças tolas, prontas
a chorar por uma fruta antes que ela esteja madura e adequada para elas
. O que
parece perda pode ser questão de tempo. A promessa pede que você adie o veredicto, não
que finja que a dor é agradável.
Então tudo vai sair do jeito que eu quero?
Não. Henry localiza a dificuldade em nós, e não na promessa: Somos míopes, e muito
inclinados em favor da carne, e propensos a separar o fim do caminho
. Queremos o
destino sem a estrada que leva até ele, e avaliamos os desfechos pelo conforto. O
versículo 28 garante um bom fim, definido por Deus; nunca garante o trajeto, o
calendário, nem a versão de bem que você tinha em mente.
Fica de pé, então, uma promessa que ninguém compraria por impulso: um bem definido pelo único personagem que enxerga a soma inteira. É menos confortável do que otimismo — e é a única versão da frase que sobrevive a um funeral.
De quem é a promessa? A cláusula final responde: os chamados conforme o seu propósito — ou Continue lendo Romanos 8 no App da Bíblia.