A cláusula que costuma ser amputada
A tese desta página: o final do versículo não é letra miúda de contrato — é o endereço da promessa. E os dois versículos seguintes, quase nunca citados junto, existem para explicar esse endereço.
Para quem, exatamente?
Para aqueles que o próprio versículo nomeia duas vezes: os que amam a Deus e os
chamados conforme o seu propósito. Henry trata o segundo como a descrição mais profunda
e lê a presciência de Deus como afeto, e não como mera informação — os que ele conheceu
de antemão são aqueles que ele destinou a ser seus amigos e favoritos
, pois o
conhecer de Deus a respeito do seu povo é o mesmo que reconhecê-lo como seu
. A
promessa não é feita às circunstâncias em geral, mas dentro de um relacionamento
determinado.
A corrente inteira, sem amputação
Lidos em sequência, os versículos 29 e 30 mostram o propósito funcionando como uma corrente de elos — do conhecer antecipado até a glória — em que nenhum elo é deixado ao acaso. É essa corrente que sustenta o peso do versículo 28: a coordenação de todos os acontecimentos não é improviso bondoso, é a execução de um plano com destino declarado.
Como eu saberia se estou entre eles?
Procurando uma direção de movimento, e não um certificado. O resumo que Henry faz do
que o propósito de Deus produz é um formato de vida: A santidade consiste na nossa
conformidade à imagem de Cristo
. E ele retira, no mesmo parágrafo, a ansiedade de
ter de fabricar isso — não somos nós que podemos conformar-nos a Cristo
, e o
nosso entregar-nos a Cristo tem origem no fato de Deus nos entregar a ele
. A
evidência é uma semelhança crescente que não foi você quem começou.
O endereço da promessa, portanto, não encolhe a promessa: revela o tamanho dela. O que parecia uma frase sobre acontecimentos termina sendo uma frase sobre pertencer — e é por pertencer que os acontecimentos somam.
Volte ao topo do argumento: o versículo, com a cerca e as três redações — ou Continue lendo Romanos 8 no App da Bíblia.